Pare o que estiver fazendo e veja isso.
A melhor cena do dia em Mônaco…
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Como disse um colega, lembrou “Matrix”.
Ah, sim: o coadjuvante da cena é o Felipe Nasr.
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Pare o que estiver fazendo e veja isso.
A melhor cena do dia em Mônaco…
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Como disse um colega, lembrou “Matrix”.
Ah, sim: o coadjuvante da cena é o Felipe Nasr.
A Mercedes deixou uma sensação clara ao fim do primeiro dia de treinos em Mônaco: tem tudo para conquistar, neste final de semana, sua primeira vitória no ano.
Porque continua com o carro mais veloz da F-1. E mesmo que perca rendimento em ritmo de corrida, dificilmente deixará escapar uma vitória largando com os dois carros na primeira fila num circuito de ultrapassagens tão difÃceis.
Pelo que se viu hoje, este cenário no grid é bem realista.
Pole nas duas últimas etapas do campeonato, Rosberg foi o mais rápido nas duas sessões desta quinta-feira.
Pela manhã, fez 1min16s195, apenas 0s087 melhor que Alonso, o segundo colocado. Massa andou bem, chegou a liderar, mas terminou em quarto. Entre o companheiro e ele, ficou Grosjean.
À tarde, dobradinha prateada: Hamilton ficou em segundo, a 0s318 do 1min14s759 cravado pelo companheiro.
Impressionou o fato de o alemão ter feito essa marca logo no começo da sessão. Por mais de uma hora todo mundo tentou batê-lo, ninguém conseguiu.
Alonso ficou em terceiro, com Massa em quarto. Depois vieram Webber, Raikkonen, Grosjean, Button, Vettel…
Grosjean, que já havia dado um esbarrão no guard rail pela manhã, escapou na Sainte Dévote, bateu e ficou por lá mesmo.
Os pneus ainda merecem destaque: não se desgastaram exageradamente, o que é ótima notÃcia.
E a Red Bull, dona de poles e vitórias nos últimos três anos? É, acho que essa sequência vai acabar.
E a McLaren, que colocou Button em oitavo e Pérez em 12º? Como venho dizendo, será coadjuvante por um bom tempo.
A Ferrari está viva. Mas, ao que tudo indica, a Mercedes já pode começar a encomendar a festa de domingo à noite.
E lá vamos nós para o “GP mais charmoso do calendário”. Um lugar-comum por se tratar de um lugar incomum.
Um circuito que, por critérios puramente técnicos, não deveria receber a F-1 há um bom tempo. Mas ainda bem que há outros critérios: história, tradição e, claro, o charme.
Problema seria se 20 etapas acontecessem em pistas como Mônaco. Uma por ano está de bom tamanho, traz um ar especial para o campeonato, é bacana.
E já que falei em charme, é bom deixar claro que esse é um conceito  que passa longe do trabalho dos jornalistas no principado.
Primeiro porque é o circuito mais complicado para trabalhar. O paddock é improvisado no porto, o acesso aos boxes é difÃcil, as ruas são constantemente fechadas… Houve um ano em que Flavio Gomes e eu fomos a um evento do outro lado da pista e, para retornar aos boxes, tivemos de recorrer a um “táxi-barco”. Quase que morreu ali todo o orçamento da viagem.
Aà que está o segundo ponto complicado. Grana. Por motivos óbvios, jornalistas ficamos alijados de nos hospedar em Mônaco. A saÃda é recorrer a hotéis de cidades próximas, como Nice e Menton. Há até quem fique na Itália, em Ventimiglia. Como o trânsito é insuportável, a melhor opção é se virar com o trem mesmo, junto dos torcedores.
A viagem é curta. De Menton a Mônaco, são 12 minutos. Ou “dodici minuti”, como dizia um amigo do já mencionado minirepórter.
Acredite: é mais charmoso ver pela TV do que trabalhando por lá.
Mas vamos à programação da sexta etapa do Mundial, no horário de BrasÃlia:
quinta
5h-6h30: 1º treino livre
9h-10h30: 2º treino livre
sábado
6h-7h: 3º treino livre
9h: treino classificatórioÂ
domingo
9h: GP de Mônaco, 78 voltas
Esqueçam a McLaren por dois anos. É este o tema principal do Pit Stop desta semana.
Lá vai…
Outro post que rendeu desdobramentos foi aquele com o vÃdeo do Kobayashi aos 12 anos.
Nos comentários, houve quem perguntasse sobre o entrevistador e sua referência a uma corrida com Senna.Â
O leitor Carlos Sato gentilmente responde: “Sobre o vÃdeo do Koba, o repórter chama-se Sadaoka. Já foi esportista, era arremessador do time de beisebol, do Giants de Tóquio. Depois de parar de jogar, integrou um programa de variedades. Em um programa, o convidado era o Senna. Fizeram uma corrida de kart com ele e ainda chamaram o Taka um humorista. A entrevista do Senna está dividida em três partes e esta é a primeira…”
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Continua o Carlos: “Há outros vÃdeos melhores, mas este contém uma trecho interessante. Taka sugeriu que o perdedor pagasse uma pena. Se Senna perdesse ele queria o capacete da corrida de Suzuka. Senna brincou na classificação e na corrida e perdeu. Após o acidente que vitimou Senna, Taka recebeu o capacete, que pode ser visto aos 7min16s deste vÃdeo”.
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Ao Carlos, um grande obrigado, um grande abraço!
Quando eu digo que a Pirelli entrou numa fria…
Está nos sites por aÃ: após as polêmicas dos últimos GPs, a ideia da fabricante era colocar em uso, a partir do GP do Canadá, os mesmo compostos de 2012.
(Querem maior admissão de fiasco do que essa?)
A FIA foi contra. Autorizou apenas mudanças mÃnimas, tendo como foco a segurança.
Em tempo, gostei bastante da discussão levantada nos comentários após a coluna da última sexta. Há muitas opiniões interessantes ali, algumas frontalmente contra minha tese, o que é normal num debate.
Só quero deixar claro, para quem não entendeu, que não estou dizendo que os pneus de rua da Pirelli são uma porcaria. Claro que não, é uma marca de qualidade respeitada no mundo todo.
A questão que coloquei foi puramente de marketing.
Da mesma forma que a Renault investe na F-1 esperando que as pessoas comprem um Clio ou um Sandero, a Pirelli está lá com o objetivo final de vender mais pneus.
Duvido, porém, que uma montadora topasse ficar na F-1 se lhe fosse imposto um regulamento que depreciasse seu produto. É o que foi proposto à Pirelli. Ela topou.
E tenho a sensação de que já bate um arrependimento pelos lados de Milão…
Uma fria, enfim.
Foi esse o espÃrito do texto.
E segue o jogo.
Estão com saudade do mito?
Então vejam esta reportagem da TV japonesa, com o pequeno Kamui, 12 anos…
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TÃmido, ele dá uma linda resposta ao ser questionado sobre o que mais gosta nas corridas de kart: “Disputas”.
Pois é, anos depois o mundo ficou sabendo isso.
Dá pra perceber que é uma famÃlia bacana, simples…
Volta, Koba!
Um revendedor de pneus do Rio resolveu fazer publicidade na traseira de ônibus.
Estampou endereços, telefones, site. E, para ilustrar, colocou uma foto dos atuais pneus de F-1, com suas chamativas bandas coloridas.
Fiquei encarando isso por alguns longos minutos dia desses, trancado no trânsito cada vez mais paulistano das ruas cariocas. E o que veio à cabeça foi: “Será que alguém que acompanha F-1 compraria mesmo pneu da Pirelli?”
Tenho sérias dúvidas.
Em Barcelona, houve 77 pit stops. Dos 19 pilotos que chegaram ao fim da prova, 13 tiveram de parar quatro vezes nos boxes porque os pneus não aguentavam. Compostos ditos médios duravam sete, oito voltas. Os duros não chegavam a 20.
Pelo rádio, o tempo todo, pilotos e engenheiros reclamando dos pneus. “Se eu acelerar, vão embora”, disse Rosberg à certa altura. “Não posso ir mais devagar do que isso”, respondeu Hamilton, ao pedido para aliviar ritmo e economizar borracha. “O dianteiro esquerdo acabou”, protestou Webber.
Depois da prova, pedaços de pneus por todo o asfalto. Antes, na sexta-feira, um susto: o esquerdo traseiro de Di Resta dechapou em plena reta e ele teve de encostar.
Um show de horrores.
A Pirelli já percebeu o erro e tenta encontrar um caminho. De forma errática, porém. Para
o Bahrein, mudou seu cardápio de pneus. Para a Espanha, levou um novo composto duro.
Agora, anuncia revisão total a partir do Canadá, no mês que vem.
Afirmar que essa série de barbeiragens não afeta negativamente o marketing da empresa é negar o outro lado da moeda: que uma imagem positiva traga benefÃcios.
Enquanto marcas pagam fortunas para aparecer na F-1, buscando conceitos de excelência e tecnologia de ponta, a Pirelli está lá, GP após GP, exibindo um produto que se destrói em poucas voltas e ouvindo testemunhais negativos sendo reverberados para 500 milhões de telespectadores pelo mundo.
Vale a pena?
É necessário ter os custos em mãos para dar uma resposta precisa. E sabemos que os pneus-farofa foram pedido de Ecclestone. Mas é pouco provável.
O mais emblemático anti-exemplo de marketing na F-1, nos últimos anos, foi a Ford.
A montadora comprou uma equipe bem montadinha, a Stewart, rebatizou-a de Jaguar. Mas promoveu repetidas trocas de comando, mudou várias vezes de rumo…
Resultado: entre 2000 e 2004 só deu vexame. Deixou a categoria pela porta dos fundos. Em 2005, uma tal de Red Bull assumiu o time. E mostrou como fazer certo.
A Pirelli segue a mesma rota. Mais: prepara o sucesso de uma concorrente, porque qualquer outra marca que a suceder, um dia, parecerá ter um produto melhor.
(Coluna publicada nesta sexta-feira na Folha de S.Paulo)
Honda e McLaren juntas, de novo.
Um dos binômios mais vencedores da história da F-1, uma parceria mÃtica, retornará em 2015. O que era boato virou confirmação oficial nesta quinta-feira.
Ótima notÃcia, sensacional, um alÃvio em meio a tanta chatice.
Mas esqueçam da McLaren por dois anos. O perÃodo é de espera.
(E fico só imaginando os motores que a Mercedes vai mandar para Woking em 2014…)