O Alberto Estévez, da agência Efe, fugiu do ângulo normal dessas comemorações pós-GP.
É dele, portanto, a foto do final de semana…
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Faz dez anos que conhecemos Alonso. Ou melhor, faz uma década que sabemos que ele tem aquele quê especial, aquele brilho de campeão.
Aconteceu em Barcelona, no GP da Espanha de 2003.
O asturiano já tinha disputado uma temporada pela Minardi e enfrentado outra como piloto de testes de Jaguar e Renault. Esta o promoveu a titular, e, pela primeira vez, ele chegava à sua corrida de casa em condições de mostrar algo.
Pressão?
Se houve, ele não sentiu.
Alonso largou em terceiro, atrás das Ferraris de Schumacher e Barrichello. Ultrapassou o brasileiro, levou o troco, mas reassumiu a segunda posição nos pit stops.
Com 20 GPs nas costas, partiu para cima do então pentacampeão, que fazia sua 182ª corrida. Foi reduzindo a diferença volta após volta…
Não chegou no alemão. Terminou em segundo, o que era, à quela altura, o melhor resultado de um piloto espanhol desde 1956. Mais do que estatÃsticas históricas, porém, deixou sinais para o futuro.
Este colunista estava na corrida. No dia seguinte, a Folha publicou:
“Ele tem 21 anos, é filho de um especialista em explosivos e de uma balconista do El Corte Inglés, rede de loja de departamentos. E ontem foi o rei do GP. Correndo pela primeira vez em casa com um carro competitivo, Fernando Alonso, da Renault, levou 96 mil torcedores ao autódromo e não os decepcionou”.
Já foi dito aqui algumas vezes: pilotos bons mostram serviço logo de cara. Alonso foi mais um exemplo. Três meses depois, na Hungria, ele conseguiria a primeira vitória na carreira. Dois anos depois, seria campeão pela primeira vez.
E o que vimos de Alonso nestes dez anos?
Um piloto de muito talento, de tocada arrojada, temperamento explosivo… E, a exemplo da maioria dos grandes campeões, com algumas manchas no currÃculo.
O espanhol foi pivô dos dois maiores escândalos dos últimos anos: o caso de espionagem da McLaren sobre a Ferrari e a batida proposital de Nelsinho em Cingapura. Na Ferrari, cumpre um roteiro que, de certa forma, pode ser comparado ao desafio encarado por Schumacher.
Ok, a escuderia não está há tanto tempo na fila. Mas não foi tarefa fácil, nos três últimos Mundiais, superar o fosso em relação à Red Bull.
Seu vice em 2012 foi heroico. Em 2013, é o quarto colocado no campeonato, mas é preciso lembrar que, no ano passado, após quatro etapas, ele era apenas o quinto.
Piloto que mais tempo esperou entre o bi e o tri, Lauda o classifica de “mais esperto, mais duro e mais talentoso” do grid. Alonso já está há seis anos atrás do terceiro tÃtulo.
Pode ser que nunca consiga. Mas, nesses dez anos, mostrou o suficiente: é dos maiores da história.
(Coluna publicada nesta sexta-feira na Folha de S.Paulo)
Era bom demais para ser verdade…
O plano criado nas últimas semanas para incentivar o uso de pilotos novatos nos treinos de sexta-feira na F-1 foi para o buraco.
A ideia precisava de unanimidade das equipes. Pelo menos algum chefe espÃrito de porco achou que não valeria a pena. Inacreditável.
E assim continuará a sina dos pilotos de testes. Na F-1, eles não testam.
A outra parte da ideia foi em frente: a partir da Espanha, as equipes terão à disposição um jogo de pneus extra, mais durável, com um composto diferente dos utilizados pelo resto do final de semana.
O objetivo é aumentar o movimento nos treinos de sexta. As voltas não servirão para avaliar os compostos, mas serão úteis para ensaios mecânicos, aerodinâmicos, etc e tal.
Ok, é bom. Mas incomoda saber que poderia ser muito melhor.